Educação, promoção e vigilância em saúde: integração entre saberes e práticas com movimentos sociais camponeses

  • Maria do Socorro de Souza Fundação Oswaldo Cruz
  • Jorge Mesquita Huet Machado Fundação Oswaldo Cruz
  • Antonia Sheila Gomes Lima Fundação Oswaldo Cruz
  • André Luiz Dutra Fenner Fundação Oswaldo Cruz
  • Gislei Siqueira Knierim Fundação Oswaldo Cruz
  • Virgínia da Silva Corrêa Fundação Oswaldo Cruz

Resumo

Introdução: este artigo reflete significados e sentidos que a educação, a promoção e a vigilância em saúde podem atribuir à implementação de políticas de equidade e gestão participativa no sistema único de saúde. Aborda dimensões que estruturam a política nacional de saúde integral para as populações do campo, da floresta e das águas: identidades e diferenças destas populações; etimologias de equidade em saúde; educação em saúde na produção de novas práticas em saúde; vigilância em saúde e promoção da saúde como experiência popular, intersetorial e de base territorial.
Objetivo: construção teórico‑metodológica de práxis educativa em saúde para emancipação de povos com histórico de dominação colonial, integrando saberes e práticas entre pesquisadores, gestores, trabalhadores da saúde e movimentos sociais, por meio da vigilância em saúde e promoção da saúde.
Métodos: análise teórico‑metodológico a partir de estudos literários, formação, vivência e registro de experiências educativas em saúde desenvolvidas com apoio do Projeto Formação de Lideranças para a Gestão Participativa da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, período 2014 a 2016.
Resultados: produção de conhecimento em saúde coletiva e novas metodologias de trabalho no SUS.
Conclusão: a educação em saúde pode produzir novos conhecimentos e novas metodologias de trabalho no campo da vigilância em saúde e da promoção da saúde, apontando caminhos de mudanças no modelo de atenção à saúde. Pode ainda ser importante reforço às lutas identitárias e emancipatórias de movimentos sociais.

 

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Biografia do Autor

Maria do Socorro de Souza, Fundação Oswaldo Cruz

Mestre em Política Social (UnB). Doutoranda no NUTES/UFRJ. Professora‑pesquisadora em Saúde da Fundação
Oswaldo Cruz. Gerencia Regional de Brasília. Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho.

Jorge Mesquita Huet Machado, Fundação Oswaldo Cruz

Doutor em Saúde Pública (ENSP). Professor‑pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. Gerencia Regional de
Brasília. Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho. 

Antonia Sheila Gomes Lima, Fundação Oswaldo Cruz

Especialista em Gestão Ambiental (UFRJ). Colaboradora na Fundação Oswaldo Cruz. Gerencia Regional de Brasília. Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho.

 

André Luiz Dutra Fenner, Fundação Oswaldo Cruz

Doutor em Saúde Pública (ENSP). Professor‑pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz. Diretoria da Gerência
Regional de Brasília. 

Gislei Siqueira Knierim, Fundação Oswaldo Cruz

Mestre em Saúde Pública (ENSP). Colaboradora na Fundação Oswaldo Cruz. Gerencia Regional de Brasília. Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho. 

Virgínia da Silva Corrêa, Fundação Oswaldo Cruz

Mestranda em Políticas Públicas em Saúde (EFG). Fundação Oswaldo Cruz. Gerencia Regional de Brasília. Programa de Promoção da Saúde, Ambiente e Trabalho. 

Referências

1 Brasil. Portaria nº 2.866. Institui a Política Nacional de Saúde Integral dos povos e populações do campo e da floresta, bem como seu respectivo Plano Operativo para 2012‑2015. 2011.
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7 Brasil. Política Nacional de Saúde Integral dos povos e populações do campo e da Floresta. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de
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Publicado
2018-05-24
Seção
Educação