Avaliação de Tecnologia em Saúde no Distrito Federal:

diagnóstico para construção de uma rede no território

  • Flávia Tavares Silva Elias Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Juliana da Motta Girardi Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Rafael Dias Gomes de Moraes Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal
  • Erica Tatiane Silva Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Daniella Cristina Rodrigues Pereira Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Ana Carolina Esteves da Silva Pereira Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Johnathan Portela da Silva Galdino Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Ruth Rangel Martins Lopes Fundação Oswaldo Cruz Brasília, Brasília, Brasil
  • Fábio Ferreira Amorim Escola Superior de Ciencias da Saúde
  • Karlo Jozefo Quadros de Almeida Escola Superior de Ciencias da Saúde

Resumo

Introdução: A Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) auxilia gestores a tomarem decisões com o melhor embasamento científico para o uso apropriado de tecnologias nos sistemas de saúde.
Objetivo: realizar um diagnóstico situacional no Distrito Federal (DF), identificando instituições que produziam ou que apresentavam potencial para produzirem ATS, tendo em vista subsidiar a criação de uma rede distrital sobre esse tema.
Método: Foi realizado um estudo transversal usando questionário on-line desenvolvido para identificar o potencial e a capacidade das instituições de ensino e pesquisa e hospitais do Distrito Federal para analisar e/ou produzir evidências clínicas e econômicas. Paralelamente, foram realizados dois seminários envolvendo um total de 136 participantes, com o intuito de disseminar o conhecimento, aumentar as respostas do questionário.
Resultados: Foram enviados 70 questionários, com taxa de resposta de 16,3%. Foram identificadas quinze instituições que podem iniciar a cooperação para ativação da rede no Distrito Federal. Como barreiras para implementar ações de ATS, foram destacados os seguintes fatores: baixa comprometimento político‑institucional, ausência de infraestrutura física e de pessoal capacitado.


Conclusão: a ativação de uma rede distrital poderá potencializar tanto as capacidades locais de realizar avaliações de tecnologias em saúde, como aumentar as colaborações em projetos de natureza educacional de pesquisa aplicada, aumentando a capacidade de conexão para produção e disseminação dos estudos de ATS.

Biografia do Autor

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Pesquisadora do Programa de Evidências para Políticas e Tecnologias de Saúde Fundação Oswaldo Cruz, Brasília, Distrito Federal

Contribuições da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias de Saúde para o Sistema Único de Saúde no Distrito Federal, financiado por meio do Edital 03/2015 – Demanda Espontânea, pela Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal. Agradecimentos à equipe da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS/FEPECS).

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Programa de Evidências para Políticas e Tecnologias de Saúde Fundação Oswaldo Cruz

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Bolsista de Apoio Técnico pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal ‑ FAPDF, Brasil

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Programa de Evidencias para Políticas e Tecnologias de Saúde. Fundação Oswaldo Cruz; Brasília‑DF, Brasil

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Programa de Evidencias para Políticas e Tecnologias de Saúde. Fundação Oswaldo Cruz; Brasília‑DF, Brasil

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Programa de Evidencias para Políticas e Tecnologias de Saúde. Fundação Oswaldo Cruz; Brasília‑DF, Brasil

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Programa de Evidencias para Políticas e Tecnologias de Saúde. Fundação Oswaldo Cruz; Brasília‑DF, Brasil

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Programa de Evidencias para Políticas e Tecnologias de Saúde. Fundação Oswaldo Cruz; Brasília‑DF, Brasil

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Coordenador de Pós Graduação e Extensão da Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS

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Médico da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal - SESDF

Referências

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Publicado
2018-06-26
Como Citar
ELIAS, Flávia Tavares Silva et al. Avaliação de Tecnologia em Saúde no Distrito Federal:. Comunicação em Ciências da Saúde, [S.l.], v. 28, n. 02, p. 234-242, june 2018. ISSN 1980-5101. Disponível em: <http://www.escs.edu.br/revistaccs/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/234>. Acesso em: 24 june 2019.
Seção
Saúde Coletiva