Artigo Científico

Preditores Clínicos de Insuficiência Cardíaca após IAMCSST: Dados de um País de Renda Média com Acesso Limitado à Intervenção Coronária Percutânea

Publicado em: 2025-3

Autores

  • Vinícius C. Fiusa
    Universidade Católica de Brasília, Brasil; Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil; Instituto Aramari Apo, Brasil
  • Andrea D. Stephanus
    Universidade Católica de Brasília, Brasil
  • Victor F. Couto
    Universidade Católica de Brasília, Brasil
  • Gustavo A. Alexim
    Universidade Católica de Brasília, Brasil
  • Thaiene M. M. Severino
    Universidade Católica de Brasília, Brasil
  • Ana Claudia C. Nogueira
    Universidade Católica de Brasília, Brasil; Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil; Instituto Aramari Apo, Brasil
  • Adriana J. B. A. Guimarães
    Universidade Católica de Brasília, Brasil; Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil
  • Alexandre Anderson S. M. Soares
    Universidade Católica de Brasília, Brasil; Instituto Aramari Apo, Brasil
  • Elizabeth Bilevicius
    Viatris Brasil, Brasil
  • Vivian Batista
    Viatris Brasil, Brasil
  • Alessandra Staffico
    Creighton University, EUA
  • Andrei C. Sposito
    Instituto Aramari Apo, Brasil; Universidade Estadual de Campinas, Brasil; Clarity Healthcare Intelligence, Brasil
  • Luiz Sérgio F. de Carvalho
    Universidade Católica de Brasília, Brasil; Escola Superior de Ciências da Saúde, Brasil; Instituto Aramari Apo, Brasil; Universidade Estadual de Campinas, Brasil

Resumo

Resumo Fundamento A insuficiência cardíaca (IC) é uma complicação comum do infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST) em países de rendas baixa e média, nos quais a mortalidade por doença cardiovascular é desproporcionalmente alta. A intervenção coronária percutânea primária (ICP) reduziu a incidência de IC pós-IAMCSST em países desenvolvidos. Entretanto, em países de rendas baixa e média, o acesso a essa abordagem é baixo, e dados desses locais são escassos. Objetivos Identificar preditores de IC após IAMCSST em um país de renda baixa/média com acesso limitado à ICP, visando melhores manejo e desfechos. Métodos Este estudo retrospectivo do tipo coorte analisou 2467 pacientes com IAMCSST admitidos em dois hospitais públicos brasileiros entre janeiro de 2015 e fevereiro de 2020. Todos os participantes receberam trombólise farmacológica e foram submetidos à angiografia coronária dentro de 48 horas após a admissão. O desfecho primário foi IC sintomática, definida como dispneia com evidência de congestão do raio-X de tórax, entre 48 horas de admissão até a alta. Regressão logística binária stepwise foi usada para identificar preditores de IC. A significância estatística foi definida como p-valores < 0,05. Resultados A idade média da população foi de 58,3±12,6 anos, 61,9% eram do sexo masculino, e 39,9% desenvolveram IC após IAMCSST. A IC foi mais frequente nos homens com idade mais avançada e com doença cardiovascular-renal-metabólica, infartos maiores, e envolvimento da artéria descendente anterior esquerda. Geralmente, os pacientes não recebiam prescrição adequada dos medicamentos na alta, principalmente de antagonistas de aldosterona (11,0%). A IC foi notavelmente mais frequente entre os indivíduos com falha no tratamento de trombólise (47,0%). Conclusões Esta coorte regionalmente-representativa de um país de renda baixa/média, com acesso limitado à ICP, mostrou que homens mais velhos com doença cardiovascular-renal-metabólica são particularmente vulneráveis à IC pós-IAMCSST, e que a farmacoterapia para IC na alta necessita ser otimizada. A alta incidência de IC entre os pacientes com falha de trombólise destaca a necessidade de expandir a disponibilidade da IPC.

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