Artigo Científico

Mortalidade por infecções respiratórias não covid-19 em menores de 5 anos de idade: série temporal, Brasil, 2002-2022

Publicado em: 2026

Autores

  • Márcia de Cantuária Tauil
    Centro Universitário Euroamericano, Brazil
  • André Peres Barbosa de Castro
    Ministério da Saúde, Brazil
  • Silvânia Suely Caribé de Araújo Andrade
    Defensoria Pública da União, Brazil
  • Felipe Teixeira de Mello Freitas
    Escola Superior de Ciências da Saúde, Brazil
  • Noely Fabiana Oliveira de Moura
    Fundação Oswaldo Cruz, Brazil

Resumo

Resumo Objetivos Descrever e analisar a tendência temporal dos óbitos por infecções respiratórias não covid-19 em crianças menores de 5 anos no Brasil de 2002 a 2022. Métodos Estudo descritivo dos óbitos por infecção respiratória e análise de série temporal das taxas de mortalidade com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Análise de tendência utilizou o modelo Trigonometric Box-Cox Transformation ARMA errors Trend and Seasonal Components para séries temporais interrompidas examinando as taxas mensais de óbitos. Estimou-se a variação percentual anual (VPA) do período para apresentar a tendência da série e seu intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados Registraram-se 52.015 óbitos por infecções respiratórias em crianças menores de 5 anos no período, sendo maior no sexo masculino (54,2%), negros (46,0%) e menores de 1 ano de idade (66,9%). A taxa de mortalidade por infecções respiratórias em menores de 5 anos no Brasil em 2002 foi 1,22 óbito/1 mil nascidos vivos e em 2022 foi 0,87 óbito/1 mil nascidos vivos. A mortalidade proporcional em crianças de 28 dias a 5 anos variou em torno de 13,0%. Houve tendência de redução da taxa de mortalidade de 2002 a 2019 (VPA -0,37%; IC95% -0,43; -0,31). No pós-pandemia, não houve variação significativa na taxa de mortalidade analisada (VPA -1,41%; IC95% -8,74; 6,52). Conclusão Apesar da redução das taxas de mortalidade por essas doenças ao longo da série histórica, não houve redução da mortalidade proporcional. Novas estratégias são necessárias para prevenir e reduzir os óbitos por infecções respiratórias no sistema de saúde brasileiro.

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